Ando há meses a pensar como posso voltar a escrever. Não parece ser um exercício particularmente difícil. Basta juntar palavras observando algumas regras gramaticais, envolver num contexto e já está! Mas por trás do meu aparente excesso de confiança, há uma constante insegurança que seja qual for o meu plano, nunca é suficientemente bom. Isto acontece-me consistentemente. Por um lado tenho uma ideia, por outro não confio no plano que tenho para executar a ideia. Sou o meu maior critico... não somos todos?
Andei neste estado patético de confiante autocomiseração até reparar nele. Foi aí que me ocorreu que o podia usar para escrever! Porquê esperar que o Eu confiante convencesse o Eu crítico de que o plano é bom quando posso usar os dois? E aqui estamos nós os três. Tu, o Eu confiante e o Eu crítico.
Podes argumentar que somos quatro, mas eu rejeito esse argumento porque eu (o Eu eu mesmo) só cá estou para narrar. Não me responsabilizo por nada que quer o Carl, quer o Carlin digam. As discussões que o Carl e o Carlin têm na minha cabeça dão-me mais dúvidas que certezas mas permitem-me, diria mesmo obrigam-me, a ser céptico na análise e reservado nas opiniões.
Permite-me que te apresente aos meus Eus.
O Eu confiante chama-se Carl e é inspirado num dos meus cientistas e comunicadores favoritos: Carl Sagan. Tal como o verdadeiro Carl Sagan, o Carl na minha cabeça acredita que a ciência é mais do que um método ou um corpo de conhecimento, ele acredita que a ciência é uma forma de pensar. Carl é conciliador, metódico, educado.
O Eu crítico chama-se Carlin e é inspirado num dos meus humoristas favoritos: George Carlin. O Carlin na minha cabeça, tal como o George Carlin, é critico, assertivo e mantém-se afastados de "ismos". Carlin expõe sem pudor, agride se necessário. Infelizmente o meu Carlin tem infinitamente menos piada.
Carl Sagan e George Carlin falaram e escreveram sobre ciência, filosofia, religião, política, sociedade e muitos outros temas. O meu Carl e o meu Carlin também falam (e não se calam!) sobre os mesmos tópicos. Infelizmente carecem da visão, do conhecimento e da experiência dos originais. Como sou mau em marketing e tendo a ser cruelmente honesto sou obrigado a informar-vos que em vez de lerem estas linhas deviam ler o Demon-Haunted World ou a ver o It's Bad for Ya. Mas se insistirem que este é um bom poiso para os vossos olhos, a única coisa que vos posso prometer é que o que aqui escrever terá estas influências intelectuais e até de estilo porque o Carl e o Carlin discutem infinitamente na minha cabeça. Sirva este blog de válvula de escape e que mais alguém que não eu os ature.
Andei neste estado patético de confiante autocomiseração até reparar nele. Foi aí que me ocorreu que o podia usar para escrever! Porquê esperar que o Eu confiante convencesse o Eu crítico de que o plano é bom quando posso usar os dois? E aqui estamos nós os três. Tu, o Eu confiante e o Eu crítico.
Podes argumentar que somos quatro, mas eu rejeito esse argumento porque eu (o Eu eu mesmo) só cá estou para narrar. Não me responsabilizo por nada que quer o Carl, quer o Carlin digam. As discussões que o Carl e o Carlin têm na minha cabeça dão-me mais dúvidas que certezas mas permitem-me, diria mesmo obrigam-me, a ser céptico na análise e reservado nas opiniões.
Permite-me que te apresente aos meus Eus.
| O meu Carl quer ser Sagan quando for crescido! |
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| O meu Carlin quer ser George quando tiver piada para isso! |
Carl Sagan e George Carlin falaram e escreveram sobre ciência, filosofia, religião, política, sociedade e muitos outros temas. O meu Carl e o meu Carlin também falam (e não se calam!) sobre os mesmos tópicos. Infelizmente carecem da visão, do conhecimento e da experiência dos originais. Como sou mau em marketing e tendo a ser cruelmente honesto sou obrigado a informar-vos que em vez de lerem estas linhas deviam ler o Demon-Haunted World ou a ver o It's Bad for Ya. Mas se insistirem que este é um bom poiso para os vossos olhos, a única coisa que vos posso prometer é que o que aqui escrever terá estas influências intelectuais e até de estilo porque o Carl e o Carlin discutem infinitamente na minha cabeça. Sirva este blog de válvula de escape e que mais alguém que não eu os ature.

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