Jair Messias Bolsonaro ganhou as eleições no Brasil e vai ser, à data deste post, o próximo presidente brasileiro. Admito que o nome do meio e as ideias que tem vindo a defender me davam para muitos posts de piadas mais ou menos fáceis, quer de escrever, quer de digerir. Infelizmente tenho imensos temas sobre os quais quero escrever, temas esses que, gosto de imaginar, evitariam o Bolsonaro e outros tantos como ele, pelo que não vou usar mais do que este post... a menos que ele me dê lenha... e provavelmente vai dar, mas fica a intenção de não lhe dar mais atenção que as próximas linhas.
Um aviso... se estão à espera de um texto a profetizar o descalabro brasileiro conjurado por este moço, esperem sentados porque eu vou falar das vantagens do Bolsonaro que me parecem evidentes e que não tenho visto ninguém defender. Cá vai disto!
Primeiro o já referido nome do meio. Messias! Se isto não é uma poderosa indicação de que irá correr tudo bem, não sei o que será. E mais, é possível que mais do que um Messias ele seja O Messias. Mais do que descartar a hipótese só porque é incrivelmente improvável, talvez seja uma boa altura para toda a gente que o apoia e às suas ideias, pedirem passaporte brasileiro e mudarem-se para lá. Lembra-me um jogador brasileiro que, quando eu era miúdo, veio jogar para Portugal, especificamente para o Belenenses porque "era uma honra jogar na terra onde Cristo nasceu". Sigam-lhe o exemplo, fieis fãs bolsoneiros de todo o Mundo e arredores, ide ao encontro vosso Messias.
Segundo e caso não tenham reparado, o discurso de vitória do Messias começou com uma oração. Um bonito momento a lembrar que o futuro presidente do maior país da América do Sul é um cristão evangélico. Isto é uma clara vantagem para todos... os cristãos evangélicos. No mínimo poderá espalhar os valores bíblicos a que já nos habituou e que tanta falta fazem como a homofobia e a misoginia. Talvez, caso tenha tempo, também possa espalhar outros como o amor ao próximo, mas ele vai ser um homem ocupado, por isso é possível que não tenha tempo para valores secundários. No máximo, caso tudo corra espectacularmente bem, talvez possa fazer do Brasil uma teocracia que é coisa que os evangélicos mais a norte no continente americano apreciam. Isto levaria o Brasil a outros patamares e a juntar-se às outras grandes nações teocratas actuais, como a Arábia Saudita, o Irão, o Vaticano e o Afeganistão.
Meus amigos (mas só os homens e destes só os heterossexuais!) é hora de admitir que estão reunidas as condições para que as coisas no Brasil melhorem e Bolsonaro pode não ser o Messias que queremos mas cheira-me que é o Messias que merecemos.
Um aviso... se estão à espera de um texto a profetizar o descalabro brasileiro conjurado por este moço, esperem sentados porque eu vou falar das vantagens do Bolsonaro que me parecem evidentes e que não tenho visto ninguém defender. Cá vai disto!
Primeiro o já referido nome do meio. Messias! Se isto não é uma poderosa indicação de que irá correr tudo bem, não sei o que será. E mais, é possível que mais do que um Messias ele seja O Messias. Mais do que descartar a hipótese só porque é incrivelmente improvável, talvez seja uma boa altura para toda a gente que o apoia e às suas ideias, pedirem passaporte brasileiro e mudarem-se para lá. Lembra-me um jogador brasileiro que, quando eu era miúdo, veio jogar para Portugal, especificamente para o Belenenses porque "era uma honra jogar na terra onde Cristo nasceu". Sigam-lhe o exemplo, fieis fãs bolsoneiros de todo o Mundo e arredores, ide ao encontro vosso Messias.
Segundo e caso não tenham reparado, o discurso de vitória do Messias começou com uma oração. Um bonito momento a lembrar que o futuro presidente do maior país da América do Sul é um cristão evangélico. Isto é uma clara vantagem para todos... os cristãos evangélicos. No mínimo poderá espalhar os valores bíblicos a que já nos habituou e que tanta falta fazem como a homofobia e a misoginia. Talvez, caso tenha tempo, também possa espalhar outros como o amor ao próximo, mas ele vai ser um homem ocupado, por isso é possível que não tenha tempo para valores secundários. No máximo, caso tudo corra espectacularmente bem, talvez possa fazer do Brasil uma teocracia que é coisa que os evangélicos mais a norte no continente americano apreciam. Isto levaria o Brasil a outros patamares e a juntar-se às outras grandes nações teocratas actuais, como a Arábia Saudita, o Irão, o Vaticano e o Afeganistão.
Meus amigos (mas só os homens e destes só os heterossexuais!) é hora de admitir que estão reunidas as condições para que as coisas no Brasil melhorem e Bolsonaro pode não ser o Messias que queremos mas cheira-me que é o Messias que merecemos.