O Novo Ateísmo nasceu em 2006. Começo assim para se entender que é um fenómeno recente. Doze anos são tostões no que toca a discussões teológicas e sociais. Foi originalmente um murro na mesa, um grito de alerta contra o literalismo e fundamentalismo religioso. Este alerta tinha como objectivo maior a remoção da religião, se não na sua totalidade, pelo menos das esferas sociais e políticas, remetendo-a para o foro pessoal. Era portanto um ideal humanista e secular e como tal teria tido todo o meu apoio, tivesse-o eu conhecido nessa altura. Mas hoje, algures num dia chuvoso de novembro de 2018, é evidente para mim que o Novo Ateísmo está longe de ser um fenómeno ou um ideal humanista. É para explicar porquê que estou a escrever este texto. Não me vou alongar mais com a história do fenómeno, apenas descrevê-lo na sua forma actual. A história da sua génese e o impacto das suas maiores figuras fazia parte do plano para este post mas provou ser demasiado extenso e deixarei para uma próxim...